Lamotrigina

Que lesão de órgão lamotrigina pode causar? dRESS, exantema medicamentoso, histiocitose, linfo-histiocitose hemofagocítica, neuropatia óptica tóxica, convulsão, síndrome neuroléptica maligna, parkinsonismo, lesão hepática medicamentosa, bloqueio atrioventricular, síndrome do desconforto respiratório agudo, colestase, nefrite intersticial aguda, cardiomiopatia, agranulocitose, lesão renal aguda, derrame pleural, exantema, complicações na gravidez, arritmia cardíaca, perturbação do neurodesenvolvimento, eosinofilia, epilepsia, espectro autista, perturbação sensorial, transtorno global do desenvolvimento, lesões orais, ataxia, autismo, citopenia, doença cerebrovascular, doença genética, insuficiência renal, nefropatia, síndrome de Brugada, taquicardia, taquicardia ventricular, acidente vascular cerebral, anomalias craniofaciais, bloqueio de ramo, fenda palatina, leucopenia, mania, tremor, acidente isquémico transitório, alopécia, alucinação, ametropia, arteriosclerose, carcinoma, carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular, confusão, delirium, diabetes mellitus, diplopia, disfunção ventricular esquerda, distúrbio da Pigmentação, distúrbio da voz, doença autoimune, doença da laringe, doença óssea, doença periodontal, epilepsia do lobo temporal, epilepsia focal, estado de mal epilético, fenda labial, fibrilação auricular, fibrilhação ventricular, gastroenterite, glaucoma, hiperpigmentação, hipertensão ocular, isquémia cerebral, lúpus eritematoso sistêmico, melanoma, miocardiopatia de takotsubo, mioclonia, miopia, nefrite, neuropatia óptica, neutropenia, osteoporose, pancitopenia, perturbação de hiperatividade e défice de atenção, priapismo, psoríase, síndrome de Kinsbourne, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, síndrome do desejo sexual hipoativo, síndrome paraneoplásica, transtorno da comunicação, transtorno respiratório, tumor de pele e tumor neuroendócrino.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

DRESS

AEstabelecidoCutânea

Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.

Relatos no FAERS:
2.487
ROR:
17,5 (IC 95% 16,818,2)
Literatura:
15 de 28 artigos

Exantema medicamentoso

AEstabelecidoCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
13.843
ROR:
3,5 (IC 95% 3,43,5)
Literatura:
48 de 244 artigos

Perda bilateral, indolor e progressiva da visão central, com discromatopsia vermelho-verde antes da acuidade cair. Etambutol e linezolida dependem de dose e tempo; suspender cedo é o que separa o reversível do definitivo.

Relatos no FAERS:
49
ROR:
20,4 (IC 95% 15,227,5)
Literatura:
1 artigos

Convulsão

CPossívelNeurológica

Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.

Relatos no FAERS:
13.633
ROR:
11,8 (IC 95% 11,612,1)
Literatura:
5 de 308 artigos

Síndrome neuroléptica maligna

CPossívelNeurológica

Rigidez, febre alta e CK muito elevada, instalada em dias. Também acontece na retirada abrupta de dopaminérgico, não só na introdução do antipsicótico.

Relatos no FAERS:
417
ROR:
5,8 (IC 95% 5,36,4)
Literatura:
1 artigos

Parkinsonismo

CPossívelNeurológica

Simétrico e sem tremor de repouso franco, ao contrário da doença de Parkinson. Regride em semanas a meses — e é diagnosticado como doença degenerativa com frequência.

Relatos no FAERS:
649
ROR:
3 (IC 95% 2,83,2)
Literatura:
1 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
1.242
ROR:
2,2 (IC 95% 2,12,4)
Literatura:
2 artigos

Bloqueio atrioventricular

CPossívelCardíaca

Antes de indicar marca-passo definitivo, retirar o que bloqueia o nó: essa é a pergunta que muda um implante permanente em observação.

Relatos no FAERS:
329
ROR:
1,9 (IC 95% 1,72,1)
Literatura:
1 artigos

Colestase

CPossívelHepática

Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.

Relatos no FAERS:
263
ROR:
1,8 (IC 95% 1,62,1)
Literatura:
1 artigos

Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.

Relatos no FAERS:
127
ROR:
1 (IC 95% 0,81,2)
Literatura:
1 artigos

Cardiomiopatia

CPossívelCardíaca

Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.

Relatos no FAERS:
116
ROR:
0,5 (IC 95% 0,40,5)
Literatura:
1 artigos

Agranulocitose

CPossívelHematológica

Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.

Relatos no FAERS:
557
ROR:
0,4 (IC 95% 0,40,4)
Literatura:
1 artigos

Lesão renal aguda

CPossívelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
830
ROR:
0,3 (IC 95% 0,30,3)
Literatura:
3 artigos

Derrame pleural

CPossívelRespiratória

Exsudato, muitas vezes com eosinófilos, sem infecção nem neoplasia. Entra no diferencial antes da toracoscopia.

Relatos no FAERS:
129
ROR:
0,3 (IC 95% 0,30,4)
Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.