Miopia por medicamento

Que fármacos causam miopia? Com a evidência mais forte: frutose, clortalidona, hidroclorotiazida, pilocarpina, acetazolamida e topiramato, entre 71 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: H52.1 Miopia

Fármacos com literatura ou sinal

71 substâncias (41 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Frutosesem registro no BrasilBProvável38 de 42
Clortalidonasem registro no BrasilBProvável8 de 11
Hidroclorotiazidasem registro no BrasilBProvável5 de 6
PilocarpinaCPossível15 de 52
AcetazolamidaCPossível9 de 30
TopiramatoCPossível7 de 47
Dimetilsulfóxidosem registro no BrasilCPossível3
TretinoínaCPossível3
IsotretinoínaCPossível3
IndapamidaCPossível3
SulfametoxazolCPossível3
Acido acetilsalicilicoCPossível2
EpinefrinaCPossível2
Cloranfenicolsem registro no BrasilCPossível2
Material particuladonão é medicamentoCPossível2
AripiprazolCPossível2
AtropinaCPossível2
ZanamivirCPossível2
Óleos de siliconenão é medicamentoCPossível2
Ácido mefenâmicosem registro no BrasilCPossível2
Bromocriptinasem registro no BrasilCPossível2
CiclofosfamidaCPossível2
Trianterenosem registro no BrasilCPossível2
Dipivefrinasem registro no BrasilCPossível2
MetronidazolCPossível2
TrimetoprimaCPossível2
FenilefrinaCPossível1
Mercúrionão é medicamentoCPossível1
Espironolactonasem registro no BrasilCPossível1
GlicinaCPossível1
Ácido nalidíxicosem registro no BrasilCPossível1
Cloroquinasem registro no BrasilCPossível1
TetraciclinaCPossível1
Estreptomicinasem registro no BrasilCPossível1
Colistinasem registro no BrasilCPossível1
NeostigminaCPossível1
PrometazinaCPossível1
Fenacetinasem registro no BrasilCPossível1
CodeínaCPossível1
Dióxido de nitrogênionão é medicamentoCPossível1
Fluoreto de sódiosem registro no BrasilCPossível1
AmoxicilinaCPossível1
BrinzolamidaCPossível1
CarbidopaCPossível1
LevodopaCPossível1
DaratumumabeCPossível1
ParacetamolCPossível1
DorzolamidaCPossível1
Piretrinasnão é medicamentoCPossível1
ZolmitriptanaCPossível1
LamotriginaCPossível1
BimatoprostaCPossível1
CitalopramCPossível1
Oxigêniosem registro no BrasilCPossível1
OseltamivirCPossível1
Metazolamidasem registro no BrasilCPossível1
SulpiridaCPossível1
TropicamidaCPossível1
DapsonaCPossível1
Dióxido de carbonosem registro no BrasilCPossível1
Levomepromazinasem registro no BrasilCPossível1
SulfassalazinaCPossível1
Ácido hialurônicosem registro no BrasilCPossível1
Dietilestilbestrolsem registro no BrasilCPossível1
Clorpirifósnão é medicamentoCPossível1
Olsalazinasem registro no BrasilCPossível1
GlibenclamidaCPossível1
Sulfanilamidasem registro no BrasilCPossível1
IsossorbidaCPossível1
QuininaCPossível1
FluocortolonaCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como miopia causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.