Epilepsia do lobo temporal por medicamento

Que fármacos causam epilepsia do lobo temporal? Com a evidência mais forte: pilocarpina, sal de lítio, cloreto de lítio, pentilenotetrazol, minociclina e agomelatina, entre 48 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: G40.1 Epilepsia e síndromes epilépticas sintomáticas definidas por sua localização (focal) (parcial) com crises parciais simples

Fármacos com literatura ou sinal

48 substâncias (19 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
PilocarpinaCPossível135 de 576
Sal de lítiosem registro no BrasilCPossível13 de 62
Cloreto de lítiosem registro no BrasilCPossível7 de 30
Pentilenotetrazolsem registro no BrasilCPossível5 de 63
Minociclinasem registro no BrasilCPossível3
AgomelatinaCPossível2
CarbamazepinaCPossível2
Rifabutinasem registro no BrasilCPossível2
Tracolimosem registro no BrasilCPossível2
Brivaracetamsem registro no BrasilCPossível2
Cocaínasem registro no BrasilCPossível2
TalidomidaCPossível1
Bismutonão é medicamentoCPossível1
Sulfeto de hidrogênionão é medicamentoCPossível1
FenobarbitalCPossível1
Valproatosem registro no BrasilCPossível1
Flúornão é medicamentoCPossível1
Cloreto de potássiosem registro no BrasilCPossível1
LorazepamCPossível1
LevetiracetamCPossível1
PiracetamCPossível1
FenitoínaCPossível1
Metanfetaminasem registro no BrasilCPossível1
Escopolaminasem registro no BrasilCPossível1
MetotrexatoCPossível1
Valdecoxibesem registro no BrasilCPossível1
ParecoxibeCPossível1
LamotriginaCPossível1
Peróxido de hidrogéniosem registro no BrasilCPossível1
Retigabinasem registro no BrasilCPossível1
RuxolitinibeCPossível1
Tropisetronasem registro no BrasilCPossível1
Sulindacosem registro no BrasilCPossível1
Dimetilsulfóxidosem registro no BrasilCPossível1
Trilostanosem registro no BrasilCPossível1
Acetilcarnitinasem registro no BrasilCPossível1
Everolimosem registro no BrasilCPossível1
CafeínaCPossível1
Acepromazinasem registro no BrasilCPossível1
HaloperidolCPossível1
ClonazepamCPossível1
Cloreto de ferro (II)sem registro no BrasilCPossível1
Etanolsem registro no BrasilCPossível1
ClioquinolCPossível1
TrazodonaCPossível1
IsoniazidaCPossível1
Levomepromazinasem registro no BrasilCPossível1
Maprotilinasem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como epilepsia do lobo temporal causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.