Meningoencefalite por medicamento
Que fármacos causam meningoencefalite? Com a evidência mais forte: nivolumabe, ibuprofeno, ipilimumabe, iopamidol, rituximabe e aciclovir, entre 33 substâncias.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
Fármacos com literatura ou sinal
33 substâncias (20 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Nivolumabe | BProvável | 5 de 5 | — | — |
| Ibuprofeno | BProvável | 5 de 7 | — | — |
| Ipilimumabe | BProvável | 4 de 5 | — | — |
| Iopamidol | CPossível | 3 | — | — |
| Rituximabe | CPossível | 2 | — | — |
| Aciclovir | CPossível | 2 | — | — |
| Fingolimodesem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Pembrolizumabe | CPossível | 2 | — | — |
| Metotrexato | CPossível | 2 | — | — |
| Ioexolsem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Muromonabe-CD3sem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Amoxicilina | CPossível | 2 | — | — |
| Cloreto de sódiosem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Nusinersena | CPossível | 1 | — | — |
| Metilprednisolona | CPossível | 1 | — | — |
| Tocilizumabe | CPossível | 1 | — | — |
| Ruxolitinibe | CPossível | 1 | — | — |
| Prednisona | CPossível | 1 | — | — |
| Cladribina | CPossível | 1 | — | — |
| Efalizumabesem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Nevirapina | CPossível | 1 | — | — |
| Tecnécio Tc 99m exametazimasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Fluoresceínasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Clorambucilasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Ciclosporina | CPossível | 1 | — | — |
| Eritromicina | CPossível | 1 | — | — |
| Sulfafurazolsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Griseofulvinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Vincristina | CPossível | 1 | — | — |
| Iofendilatosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Isoniazida | CPossível | 1 | — | — |
| Benzilpenicilina benzatinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Estreptomicinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como meningoencefalite causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.