Mesotelioma por medicamento

Que fármacos causam mesotelioma? Com a evidência mais forte: nanotubos de carbono, amianto, amianto crisotila, amianto anfibólio, amianto crocidolita e fibras minerais, entre 63 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

63 substâncias (11 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Nanotubos de carbononão é medicamentoBProvável41 de 56
Amiantonão é medicamentoCPossível529 de 3006
Amianto crisotilanão é medicamentoCPossível65 de 298
Amianto anfibólionão é medicamentoCPossível44 de 227
Amianto crocidolitanão é medicamentoCPossível38 de 207
Fibras mineraisnão é medicamentoCPossível36 de 187
Talconão é medicamentoCPossível19 de 131
Zeólitasnão é medicamentoCPossível18 de 90
Sílicanão é medicamentoCPossível16 de 74
Silicatos de alumínionão é medicamentoCPossível11 de 61
Petróleonão é medicamentoCPossível9 de 26
Amianto amositanão é medicamentoCPossível8 de 88
Material particuladonão é medicamentoCPossível7 de 21
Titânionão é medicamentoCPossível5 de 9
Níquelnão é medicamentoCPossível5 de 13
Dióxido de tórionão é medicamentoCPossível4 de 9
Acrilamidanão é medicamentoCPossível3
Alumínionão é medicamentoCPossível3
Óxido de etilenonão é medicamentoCPossível3
Hidrocarbonetos aromáticos policíclicosnão é medicamentoCPossível2
Benzenonão é medicamentoCPossível2
Cobaltonão é medicamentoCPossível2
Sulfato de magnésiosem registro no BrasilCPossível2
Óxido de alumíniosem registro no BrasilCPossível2
Bromonão é medicamentoCPossível2
Dioxinasnão é medicamentoCPossível2
PemetrexedeCPossível2
Peróxido de hidrogéniosem registro no BrasilCPossível1
CisplatinaCPossível1
Toluenonão é medicamentoCPossível1
Pentaclorofenolnão é medicamentoCPossível1
Benzo(a)pirenonão é medicamentoCPossível1
1-propanolsem registro no BrasilCPossível1
Dietilestilbestrolsem registro no BrasilCPossível1
Cromonão é medicamentoCPossível1
Borrachanão é medicamentoCPossível1
Berílionão é medicamentoCPossível1
BleomicinaCPossível1
Potássiosem registro no BrasilCPossível1
Tartrazinanão é medicamentoCPossível1
TerbutalinaCPossível1
SalbutamolCPossível1
ProgesteronaCPossível1
EstradiolCPossível1
IsoniazidaCPossível1
Parafinanão é medicamentoCPossível1
Hidróxido de magnésiosem registro no BrasilCPossível1
Cloreto de vinilanão é medicamentoCPossível1
Diisocianato de toluenonão é medicamentoCPossível1
Quartzonão é medicamentoCPossível1
Carvão mineralnão é medicamentoCPossível1
Dióxido de enxofrenão é medicamentoCPossível1
Urânionão é medicamentoCPossível1
Radônionão é medicamentoCPossível1
Pexidartinibesem registro no BrasilCPossível1
Atapulgitasem registro no BrasilCPossível1
Silicato de cálciosem registro no BrasilCPossível1
Cloronão é medicamentoCPossível1
Alcatrão de hulhanão é medicamentoCPossível1
Celulosesem registro no BrasilCPossível1
PembrolizumabeCPossível1
NivolumabeCPossível1
IpilimumabeCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como mesotelioma causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.