Glomeruloesclerose segmentar e focal por medicamento

Que fármacos causam glomeruloesclerose segmentar e focal? Com a evidência mais forte: doxorrubicina, ciclosporina, sirolimus, angiotensina II, dexametasona e interferão beta-1a, entre 64 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: N08 Transtornos glomerulares em doenças classificadas em outra parte

Fármacos com literatura ou sinal

64 substâncias (28 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
DoxorrubicinaCPossível58 de 198
CiclosporinaCPossível9 de 215
Sirolimussem registro no BrasilCPossível5 de 27
Angiotensina IIsem registro no BrasilCPossível3
DexametasonaCPossível3
Interferão beta-1asem registro no BrasilCPossível3
Dissulfeto de carbononão é medicamentoCPossível2
Sal de lítiosem registro no BrasilCPossível2
TrametinibeCPossível2
DasatinibeCPossível2
Imatinibesem registro no BrasilCPossível2
InfliximabeCPossível2
RibavirinaCPossível2
Desoxicorticosteronasem registro no BrasilCPossível1
Ácido micofenólicosem registro no BrasilCPossível1
Plutônionão é medicamentoCPossível1
Protaminasem registro no BrasilCPossível1
MorfinaCPossível1
Frutosesem registro no BrasilCPossível1
Bendroflumetiazidasem registro no BrasilCPossível1
Fenoprofenosem registro no BrasilCPossível1
PropiltiouracilaCPossível1
TestosteronaCPossível1
PenicilaminaCPossível1
Benzilpenicilina procaínasem registro no BrasilCPossível1
TrimetoprimaCPossível1
Tracolimosem registro no BrasilCPossível1
Estreptozocinasem registro no BrasilCPossível1
HidralazinaCPossível1
Aminoacetato de di-hidroxialumíniosem registro no BrasilCPossível1
CisplatinaCPossível1
NaproxenoCPossível1
Toluenonão é medicamentoCPossível1
Rifampicinasem registro no BrasilCPossível1
Lomustinasem registro no BrasilCPossível1
NintedanibeCPossível1
TislelizumabeCPossível1
Belantamabe mafodotinasem registro no BrasilCPossível1
Ácido ibandrônicosem registro no BrasilCPossível1
IbrutinibeCPossível1
Nitrogêniosem registro no BrasilCPossível1
PembrolizumabeCPossível1
Everolimosem registro no BrasilCPossível1
CarfilzomibeCPossível1
Vitamina Csem registro no BrasilCPossível1
Mesalazinasem registro no BrasilCPossível1
SorafenibeCPossível1
BevacizumabeCPossível1
IbuprofenoCPossível1
LenvatinibeCPossível1
Levamisolsem registro no BrasilCPossível1
Cocaínasem registro no BrasilCPossível1
Griseofulvinasem registro no BrasilCPossível1
NiacinamidaCPossível1
Valproatosem registro no BrasilCPossível1
Ocratoxinasnão é medicamentoCPossível1
Polietilenoglicolsem registro no BrasilCPossível1
Alfapeginterferona 2asem registro no BrasilCPossível1
DoxiciclinaCPossível1
Temsirolimosem registro no BrasilCPossível1
SulfassalazinaCPossível1
Alendronatosem registro no BrasilCPossível1
Alfapeginterferona 2bsem registro no BrasilCPossível1
BenazeprilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como glomeruloesclerose segmentar e focal causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.