Síndrome de Loeffler por medicamento
Que fármacos causam síndrome de Loeffler? Com a evidência mais forte: ácido 4-aminossalicílico, estreptomicina, prednisolona, clozapina, trazodona e fenitoína, entre 11 substâncias.
Infiltrado fugaz com eosinofilia e pouco ou nenhum sintoma, que some em menos de um mês sozinho. Parasita e fármaco dividem a lista — e o fármaco só entra nela se alguém perguntar.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
CID-10: J82 — Eosinofilia pulmonar, não classificada em outra parte
Fármacos com literatura ou sinal
11 substâncias (6 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem tem artigo ligando o fármaco ao quadro — o FAERS entra quando tem número.
Este quadro não tem cabeçalho próprio no MeSH, o vocabulário com que o NLM indexa o PubMed — existe na clínica e não no vocabulário. Sem cabeçalho não há onde pendurar o rótulo causado por droga, então a contagem ao lado vem de achar o quadro no título ou no resumo e o fármaco rotulado à mão como causador de dano. O link leva à mesma busca. O total ao lado é ela sem o rótulo do fármaco — a proporção, o grau e o ROR saem como em qualquer outro quadro.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Ácido 4-aminossalicílicosem registro no Brasil | CPossível | 6 | — | — |
| Estreptomicinasem registro no Brasil | CPossível | 3 | — | — |
| Prednisolona | CPossível | 2 | — | — |
| Clozapina | CPossível | 1 | — | — |
| Trazodona | CPossível | 1 | — | — |
| Fenitoína | CPossível | 1 | — | — |
| Formaldeídonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Acido acetilsalicilico | CPossível | 1 | — | — |
| Imipramina | CPossível | 1 | — | — |
| Fumaçanão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Mefenesinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como síndrome de Loeffler causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.