Lesão por inalação de gás irritante
Que fármacos causam lesão por inalação de gás irritante? Com a evidência mais forte: cloro, amônio, emissões veiculares, dióxido de enxofre, fumaça e hipoclorito de sódio, entre 7 substâncias.
A solubilidade decide onde queima: amônia e cloro pegam a via aérea alta e avisam; fosgênio e dióxido de nitrogênio pegam o alvéolo e dão edema pulmonar seis a vinte e quatro horas depois, com o doente já em casa.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
CID-10: J68.9 — Afecção respiratória não especificada devida a produtos químicos, gases, fumaça e vapores
Fármacos com literatura ou sinal
7 substâncias (1 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem tem artigo ligando o fármaco ao quadro — o FAERS entra quando tem número.
Este quadro não tem cabeçalho próprio no MeSH, o vocabulário com que o NLM indexa o PubMed — existe na clínica e não no vocabulário. Sem cabeçalho não há onde pendurar o rótulo causado por droga, então a contagem ao lado vem de achar o quadro no título ou no resumo e o fármaco rotulado à mão como causador de dano. O link leva à mesma busca. O total ao lado é ela sem o rótulo do fármaco — a proporção, o grau e o ROR saem como em qualquer outro quadro.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Cloronão é medicamento | BProvável | 24 de 26 | — | — |
| Amônio | CPossível | 2 | — | — |
| Emissões veicularesnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Dióxido de enxofrenão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Fumaçanão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Hipoclorito de sódiosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Sulfeto de hidrogênionão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como lesão por inalação de gás irritante causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.