Radiculopatia por medicamento
Que fármacos causam radiculopatia? Com a evidência mais forte: lidocaina, anfotericina B, bupivacaína, metotrexato, polimetilmetacrilato e cisplatina, entre 25 substâncias.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
Fármacos com literatura ou sinal
25 substâncias (16 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Lidocaina | CPossível | 14 de 70 | — | — |
| Anfotericina Bsem registro no Brasil | CPossível | 3 | — | — |
| Bupivacaína | CPossível | 3 | — | — |
| Metotrexato | CPossível | 2 | — | — |
| Polimetilmetacrilatonão é medicamento | CPossível | 2 | — | — |
| Cisplatina | CPossível | 2 | — | — |
| Ipilimumabe | CPossível | 1 | — | — |
| Doxiciclina | CPossível | 1 | — | — |
| Citarabina | CPossível | 1 | — | — |
| Hidrocortisona | CPossível | 1 | — | — |
| Lamivudina | CPossível | 1 | — | — |
| Ciprofloxacino | CPossível | 1 | — | — |
| Ceftriaxona | CPossível | 1 | — | — |
| Nevirapina | CPossível | 1 | — | — |
| Estavudinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Baclofeno | CPossível | 1 | — | — |
| Procaína | CPossível | 1 | — | — |
| Cloroprocaínasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Dibenzodioxinas policloradasnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Ácido 2,4-diclorofenoxiacéticonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Cimento ósseonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Tetracaína | CPossível | 1 | — | — |
| Triclorfomsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Ampicilina | CPossível | 1 | — | — |
| Flucitosinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como radiculopatia causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.