Famotidina

Que lesão de órgão famotidina pode causar? trombocitopenia, prolongamento do intervalo QT, citopenia, arritmia cardíaca, cardiopatia congênita, nefrite intersticial aguda, lesão renal aguda, torsades de pointes, lesão hepática medicamentosa, urticária e angioedema, anemia hemolítica, colestase, esteatose hepática, nefropatia, confusão, úlcera péptica, exantema medicamentoso, delirium, leucopenia, agranulocitose, convulsão, anafilaxia, complicações na gravidez, eosinofilia, eritema, exantema, hiperpituitarismo, hiperprolactinémia, insuficiência renal, nefrite, taquicardia, taquicardia ventricular, úlcera gástrica, neuropatia periférica, erupção fixa por droga, acidente vascular cerebral, acloridria, adenocarcinoma, anemia, bloqueio de ramo, carcinoma, coagulopatia, colestase intra-hepática da gravidez, doença cerebrovascular, doença da mama, doença genética, eczema, epilepsia, eritema multiforme, galactorreia, hipersensibilidade de tipo III, hipersensibilidade respiratória, infarto cerebral, isquémia cerebral, meningite, meningite asséptica, neutropenia, poliúria, púrpura, púrpura trombocitopênica trombótica, retinopatia, sangramento gastrointestinal, síndrome de Fanconi, transtorno bipolar, transtorno puerperal, transtornos do humor, trombofilia, tumor carcinoide, tumor neuroendócrino, úlcera duodenal e vasculite.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Trombocitopenia

BProvávelHematológica

Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.

Relatos no FAERS:
1.724
ROR:
1,3 (IC 95% 1,31,4)
Literatura:
8 de 11 artigos

Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.

Relatos no FAERS:
83
ROR:
0,4 (IC 95% 0,30,5)
Literatura:
5 de 5 artigos

Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.

Relatos no FAERS:
781
ROR:
7,1 (IC 95% 6,67,6)
Literatura:
2 artigos

Lesão renal aguda

CPossívelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
10.565
ROR:
4,9 (IC 95% 4,85)
Literatura:
2 artigos

Torsades de pointes

CPossívelCardíaca

Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.

Relatos no FAERS:
122
ROR:
2,8 (IC 95% 2,33,3)
Literatura:
2 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
706
ROR:
1,4 (IC 95% 1,31,5)
Literatura:
4 de 6 artigos

Urticária e angioedema

CPossívelCutânea

Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.

Relatos no FAERS:
768
ROR:
0,5 (IC 95% 0,50,6)
Literatura:
1 artigos

Anemia hemolítica

CPossívelHematológica

Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.

Relatos no FAERS:
25
ROR:
0,2 (IC 95% 0,10,3)
Literatura:
1 artigos

Colestase

CPossívelHepática

Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.

Relatos no FAERS:
11
ROR:
0,1 (IC 95% 00,1)
Literatura:
2 artigos

Esteatose hepática

CPossívelHepática

Microvesicular (aguda, por toxicidade mitocondrial, grave) ou macrovesicular (crônica, indolente). São prognósticos diferentes com o mesmo nome no laudo do ultrassom.

Relatos no FAERS:
12
ROR:
0,1 (IC 95% 0,10,2)
Literatura:
1 artigos

Exantema medicamentoso

CPossívelCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
43
ROR:
0 (IC 95% 00)
Literatura:
3 artigos

Agranulocitose

CPossívelHematológica

Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.

Relatos no FAERS:
29
ROR:
0 (IC 95% 00)
Literatura:
2 artigos

Convulsão

CPossívelNeurológica

Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.

Literatura:
2 artigos

Neuropatia periférica

CPossívelNeurológica

Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.

Relatos no FAERS:
1
Literatura:
1 artigos

Erupção fixa por droga

CPossívelCutânea

Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.

Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.