Torsades de pointes
AEstabelecidoCardíacaTaquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
- Relatos no FAERS:
- 133
- ROR:
- 10,6 (IC 95% 8,9–12,6)
- Literatura:
- 14 de 17 artigos
Que lesão de órgão claritromicina pode causar? torsades de pointes, prolongamento do intervalo QT, lesão hepática medicamentosa, exantema medicamentoso, agranulocitose, lesão renal aguda, arritmia cardíaca, miopatia, rabdomiólise, perturbação sensorial, transtornos do humor, taquicardia, transtorno bipolar, uveíte, taquicardia ventricular, cardiopatia congênita, alucinação, confusão, delirium, bradicardia, exantema, hipersensibilidade de tipo III, hipotensão arterial, insuficiência hepática, transtorno auditivo, surdez, erupção fixa por droga, pneumonia eosinofílica, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, nefrite intersticial aguda, colestase, urticária e angioedema, pneumonite intersticial, insuficiência hepática aguda, bloqueio atrioventricular, dRESS, broncoespasmo, trombocitopenia, neuropatia periférica, convulsão, nefropatia, citopenia, lesões orais, insuficiência renal, gastroenterite, coagulopatia, púrpura, sangramento gastrointestinal, úlcera péptica, vasculite, enterocolite, leucopenia, diátese hemorrágica, doença dos brônquios, eritema, estomatite, anafilaxia, artropatia, colite pseudomembranosa, doença pulmonar obstrutiva, eosinofilia, eritema multiforme, neutropenia, pancreatite, prurido, púrpura de Henoch-Schönlein, síndrome coronária aguda, fibrose pulmonar, infarto do miocárdio, artrite, bloqueio de ramo, dissonia, doença autoimune, doença cerebrovascular, doença periodontal, fraqueza muscular, miosite, nefrite, otite, perda de consciência, síndrome de Cushing, síndrome hipereosinofílica, transtorno respiratório, transtornos linfoproliferativos, síndrome do desconforto respiratório agudo, síndrome neuroléptica maligna, acidente vascular cerebral, artralgia, asma, colite, diabetes mellitus, doença da córnea, doença do soro, estado de mal epilético, gastrite, granuloma, hipersensibilidade respiratória, hipertensão arterial, insônia, otite média, paniculite, parada cardíaca, perda auditiva sensorioneural, perturbação cognitiva, síncope, transtorno dissociativo, úlcera, insuficiência cardíaca, síndrome serotoninérgica, pneumonia em organização, aneurisma, aneurisma da aorta, baixa visão, bronquiolite obliterante, bronquite, carcinoma broncogênico, carcinoma de pulmão de células não pequenas, catarata, condição pré-maligna, conjuntivite, conjuntivite alérgica, coronariopatias, dermatite atópica, dermatomiosite, diabetes insípida, diabetes mellitus tipo 2, disgeusia, doença dos ovários, doença dos seios paranasais, doença genética, doença pleural, doença vulvar, duodenite, encefalomielite autoimune experimental, encefalopatia hepática, enterite, epilepsia, eritrodermia, estenose pilórica, fibrilação auricular, fibrilhação ventricular, fibrose pulmonar idiopática, flebite, glomerulonefrite, glomerulonefrite membranoproliferativa, glossodínia, hemoptise, hemorragia intracraniana, hemorragia intraocular, hepatomegalia, hipersonia, insuficiência respiratória, irite, linfangioleiomiomatose, língua negra pilosa, mania, melena, meningite, meningite bacteriana, mialgia, miastenia grave, narcolepsia, neoplasia das vias respiratórias, neoplasia dos brônquios, neurite óptica, neuropatia óptica, otite externa, paranoia, parestesia, perfuração septal, pneumonia, pneumonia intersticial idiopática, polimiosite, psoríase, púrpura trombocitopênica idiopática, púrpura trombocitopênica trombótica, retinopatia, rinite, ruptura da aorta, sarcoidose, síndrome de hiperestimulação ovariana, síndrome paraneoplásica, sinusite, transtorno do espectro esquizofrênico, tremor, trombofilia, tromboflebite, trombose, trombose venosa, tumor pulmonar, úlcera duodenal, úlcera gástrica, vaginite, vulvite e zumbido.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Ver nomes comerciais e registro na ANVISA
Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.
Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.
Descolamento de pele e acometimento de mucosas. Mortalidade alta, e a única medida com efeito comprovado é suspender a droga o quanto antes.
Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Antes de indicar marca-passo definitivo, retirar o que bloqueia o nó: essa é a pergunta que muda um implante permanente em observação.
Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.
Imediato e reproduzível. Em asmático, betabloqueador e AINE são as duas causas que se pergunta antes de escalonar a crise.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.
Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.
A forma mais grave e a mais letal. Droga é causa rara de SDRA e a única reversível por retirada.
Rigidez, febre alta e CK muito elevada, instalada em dias. Também acontece na retirada abrupta de dopaminérgico, não só na introdução do antipsicótico.
Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.
Clônus, hiper-reflexia e agitação em horas depois de somar dois serotoninérgicos. O clônus é o que a separa da neuroléptica maligna, que tem rigidez em cano de chumbo.
Consolidação migratória que não responde a antibiótico e some com corticoide — o padrão mais comum de pneumonite por droga com biópsia. Amiodarona, bleomicina, nitrofurantoína e os imunoterápicos são os nomes de sempre.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.