Conjuntivite alérgica por medicamento

Que fármacos causam conjuntivite alérgica? Com a evidência mais forte: fenilefrina, timerosal, histamina, cloreto de benzalcônio, epinastina e prednisolona, entre 62 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

62 substâncias (28 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
FenilefrinaBProvável11 de 19
Timerosalsem registro no BrasilBProvável6 de 9
Histaminasem registro no BrasilCPossível6 de 89
Cloreto de benzalcônionão é medicamentoCPossível6 de 12
EpinastinaCPossível4 de 26
PrednisolonaCPossível4 de 11
Levocabastinasem registro no BrasilCPossível4 de 83
Látexnão é medicamentoCPossível4 de 14
Borrachanão é medicamentoCPossível4 de 7
Papaínanão é medicamentoCPossível3
CetotifenoCPossível3
DorzolamidaCPossível3
Tinturas de cabelonão é medicamentoCPossível3
NeomicinaCPossível3
Material particuladonão é medicamentoCPossível2
Brimonidinasem registro no BrasilCPossível2
TimololCPossível2
Fenilenodiaminasnão é medicamentoCPossível2
Dióxido de enxofrenão é medicamentoCPossível1
BetametasonaCPossível1
Tracolimosem registro no BrasilCPossível1
DupilumabeCPossível1
Óleos de siliconenão é medicamentoCPossível1
AlcaftadinaCPossível1
TropicamidaCPossível1
BetaínaCPossível1
DexametasonaCPossível1
DipironaCPossível1
Acido acetilsalicilicoCPossível1
Acetonida de triancinolonasem registro no BrasilCPossível1
Mitomicinasem registro no BrasilCPossível1
Óxido nítricosem registro no BrasilCPossível1
EfedrinaCPossível1
LevobunololCPossível1
Celulosesem registro no BrasilCPossível1
ClaritromicinaCPossível1
AzelastinaCPossível1
Apraclonidinasem registro no BrasilCPossível1
ClonidinaCPossível1
CarbamazepinaCPossível1
CodeínaCPossível1
Anidridos ftálicosnão é medicamentoCPossível1
Parametasonasem registro no BrasilCPossível1
TobramicinaCPossível1
Isocianatosnão é medicamentoCPossível1
Poliuretanonão é medicamentoCPossível1
Emedastinasem registro no BrasilCPossível1
Espiramicinasem registro no BrasilCPossível1
Cobaltonão é medicamentoCPossível1
1-propanolsem registro no BrasilCPossível1
Dipivefrinasem registro no BrasilCPossível1
EpinefrinaCPossível1
Isetionato de propamidinasem registro no BrasilCPossível1
Anfotericina Bsem registro no BrasilCPossível1
Idoxuridinasem registro no BrasilCPossível1
BacitracinaCPossível1
GramicidinaCPossível1
Polimixina BCPossível1
Cianoacrilatosnão é medicamentoCPossível1
MegluminaCPossível1
Parabenosnão é medicamentoCPossível1
Ácido edéticosem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como conjuntivite alérgica causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.