Torsades de pointes
AEstabelecidoCardíacaTaquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
- Relatos no FAERS:
- 386
- ROR:
- 18,1 (IC 95% 16,4–20,1)
- Literatura:
- 13 de 14 artigos
Que lesão de órgão levofloxacino pode causar? torsades de pointes, prolongamento do intervalo QT, lesão hepática medicamentosa, neuropatia periférica, exantema medicamentoso, convulsão, trombocitopenia, miopatia, arritmia cardíaca, tendinopatia, cardiopatia congênita, taquicardia, taquicardia ventricular, confusão, perturbação sensorial, coagulopatia, delirium, artralgia, rabdomiólise, púrpura, distúrbio da Pigmentação, exantema, hiperpigmentação, miastenia grave, síndrome paraneoplásica, alucinação, insuficiência hepática, nefropatia por cristais, dRESS, erupção fixa por droga, pneumonia eosinofílica, nefrite intersticial aguda, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, colestase, agranulocitose, pneumonite intersticial, fotossensibilidade, urticária e angioedema, anemia hemolítica, insuficiência hepática aguda, lesão renal aguda, bradicardia, insuficiência cardíaca, valvopatia, infarto do miocárdio, citopenia, nefropatia, leucopenia, neutropenia, doença autoimune, insuficiência renal, artropatia, anafilaxia, diabetes mellitus, nefrite, eritema, vasculite, anemia, aneurisma, aneurisma da aorta, dissecção da aorta, eosinofilia, gastroenterite, pancreatite, perda de consciência, perturbação visual, síndrome hipereosinofílica, tenossinovite, transtorno auditivo, transtorno respiratório, transtornos linfoproliferativos, trauma facial, traumatismo craniano, dermatite por recall de radiação, ataxia, diátese hemorrágica, disfunção cognitiva, disgeusia, doença cerebrovascular, doença genética, enterocolite, epilepsia, eritema multiforme, flebite, hipersensibilidade respiratória, lesões orais, neuropatia óptica, pancitopenia, paralisia, penfigoide bolhoso, perturbação cognitiva, retinopatia, síncope, surdez, edema pulmonar não cardiogênico, amnésia, anemia hemolítica autoimune, aneurisma da aorta torácica, anisocoria, artrite, asma, bolha, catatonia, choreia, cirrose hepática, cistite, colestase intra-hepática da gravidez, colite, coma, condropatia, conjuntivite, dermatite atópica, dermatomiosite, derrame pericárdico, diabetes mellitus tipo 2, dispneia, dissonia, doença da bexiga, doença da córnea, doença da tireoide, doença do pé, doença dos brônquios, doença pulmonar obstrutiva, encefalopatia hepática, epistaxe, eritrodermia, estado de mal epilético, estomatite, fraqueza muscular, glaucoma, glicosúria, granuloma, hemartrose, hemoptise, hepatomegalia, hipertensão ocular, hiperventilação, hipoestesia, hipotiroidismo, hipotonia, imunodeficiência, infeção do trato urinário, insônia, insuficiência renal crônica, insuficiência respiratória, isquémia cerebral, mania, meningite, mialgia, midríase, miosite, neurite óptica, obstrução intestinal, onicólise, papiledema, parestesia, pneumonite de hipersensibilidade, polimiosite, polineuropatia, púrpura trombocitopênica idiopática, ruptura da aorta, sindroma de sundek, síndrome complexa de dor regional, síndrome de Guillain-Barré, síndrome de Sweet, síndrome hemolítica-urémica, tetraplegia, transtorno bipolar, transtornos do humor, uremia, uveíte e vaginite.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
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Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Creatinina que sobe horas depois da dose, com cristais no sedimento e pouco mais. Aciclovir em bolus, metotrexato em dose alta, sulfadiazina e indinavir são os clássicos — e hidratação com correção do pH previne o que o tratamento depois não desfaz.
Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.
Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.
Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.
Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.
Descolamento de pele e acometimento de mucosas. Mortalidade alta, e a única medida com efeito comprovado é suspender a droga o quanto antes.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).
Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.
Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.
Fibrose valvar por agonismo serotoninérgico. Instala-se devagar, não regride, e é a razão de alguns agonistas dopaminérgicos terem saído do mercado.
Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.
Eritema que reacende exatamente no campo irradiado meses antes, horas a dias depois de uma dose de quimioterapia. O limite geométrico na pele é o que dá o diagnóstico e afasta infecção.
Edema com pressão de enchimento normal. Diurético não resolve e piora a perfusão — o que resolve é reconhecer a droga.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.