Midríase por medicamento

Que fármacos causam midríase? Com a evidência mais forte: ipratrópio, escopolamina, atropina, glicopirrolato, salbutamol e tosilato de glicopirrônio, entre 75 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: H57.0 Anomalias da função pupilar

Fármacos com literatura ou sinal

75 substâncias (42 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Ipratrópiosem registro no BrasilBProvável22 de 24
Escopolaminasem registro no BrasilBProvável14 de 19
AtropinaBProvável13 de 26
Glicopirrolatosem registro no BrasilBProvável10 de 13
SalbutamolBProvável5 de 7
Tosilato de glicopirrôniosem registro no BrasilBProvável4 de 4
FenilefrinaCPossível9 de 47
LidocainaCPossível5 de 18
EpinefrinaCPossível5 de 12
ClonidinaCPossível3
Dapiprazolsem registro no BrasilCPossível3
PapaverinaCPossível3
NafazolinaCPossível3
SertralinaCPossível3
FeniraminaCPossível2
Etanolsem registro no BrasilCPossível2
MorfinaCPossível2
ProximetacaínaCPossível2
AlprazolamCPossível2
MoxifloxacinoCPossível2
Canabinoidesnão é medicamentoCPossível2
MDMAnão é medicamentoCPossível2
IvermectinaCPossível2
TramadolCPossível2
ParoxetinaCPossível2
Cocaínasem registro no BrasilCPossível1
Diazinonanão é medicamentoCPossível1
TropicamidaCPossível1
NeostigminaCPossível1
Isocarboxazidasem registro no BrasilCPossível1
Anfetaminasem registro no BrasilCPossível1
Clorodiazepóxidosem registro no BrasilCPossível1
DopaminaCPossível1
NaloxonaCPossível1
OxibutininaCPossível1
Buflomedilsem registro no BrasilCPossível1
Tetraidrozolinasem registro no BrasilCPossível1
Ergotaminasem registro no BrasilCPossível1
Metilsulfato de difemanilsem registro no BrasilCPossível1
BiperidenoCPossível1
Doxepinasem registro no BrasilCPossível1
HaloperidolCPossível1
Moxidectinasem registro no BrasilCPossível1
Tetrodotoxinanão é medicamentoCPossível1
Josamicinasem registro no BrasilCPossível1
Ácido hialurônicosem registro no BrasilCPossível1
CitalopramCPossível1
MepivacaínaCPossível1
LevofloxacinoCPossível1
Pralidoximasem registro no BrasilCPossível1
PropofolCPossível1
Fenciclidinanão é medicamentoCPossível1
IsofluranoCPossível1
Brometo de tiotrópiosem registro no BrasilCPossível1
DextrometorfanoCPossível1
Anlodipinosem registro no BrasilCPossível1
Óxido nítricosem registro no BrasilCPossível1
LevodopaCPossível1
CarbidopaCPossível1
Cetaminasem registro no BrasilCPossível1
AmantadinaCPossível1
Benzatropinasem registro no BrasilCPossível1
DorzolamidaCPossível1
FlunitrazepamCPossível1
Borrachanão é medicamentoCPossível1
TeofilinaCPossível1
Vindesinasem registro no BrasilCPossível1
Piretrinasnão é medicamentoCPossível1
AmitriptilinaCPossível1
DobutaminaCPossível1
BupivacaínaCPossível1
DesloratadinaCPossível1
CarbamazepinaCPossível1
PrilocaínaCPossível1
Lisuridasem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como midríase causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.