Doença inflamatória pélvica por medicamento
Que fármacos causam doença inflamatória pélvica? Com a evidência mais forte: megestrol, levonorgestrel, estradiol, medroxiprogesterona, progesterona e estrogênios, entre 37 substâncias.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
Fármacos com literatura ou sinal
37 substâncias (11 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Megestrol | BProvável | 5 de 7 | — | — |
| Levonorgestrel | CPossível | 2 | — | — |
| Estradiol | CPossível | 2 | — | — |
| Medroxiprogesterona | CPossível | 2 | — | — |
| Progesterona | CPossível | 2 | — | — |
| Estrogêniossem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Mepacrinasem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Material particuladonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Noretindronasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Sorafenibe | CPossível | 1 | — | — |
| Lenvatinibe | CPossível | 1 | — | — |
| Vandetanibe | CPossível | 1 | — | — |
| Polietilenoglicolsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Oleato de etanolaminasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Dietilestilbestrolsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Iodopovidonasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Gelatina | CPossível | 1 | — | — |
| Betametasona | CPossível | 1 | — | — |
| Colágenosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Acrilonitrilanão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Dimetilsulfóxidosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Ioexolsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Ioxilanasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Iopamidol | CPossível | 1 | — | — |
| Ácido ioxáglicosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Cresóisnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Formaldeídonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Clortetraciclinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Alilestrenolsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Clorexidinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Talconão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Acetato de clormadinonasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Cromonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Aço inoxidávelnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Sulphursem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Níquelnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Quimotripsinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como doença inflamatória pélvica causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.