Linfoma de Hodgkin por medicamento

Que fármacos causam linfoma de Hodgkin? Com a evidência mais forte: benzeno, metotrexato, fenitoína, azatioprina, ácido 2,4-diclorofenoxiacético e tinturas de cabelo, entre 48 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

48 substâncias (20 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Benzenonão é medicamentoBProvável8 de 15
MetotrexatoCPossível25 de 275
FenitoínaCPossível10 de 25
AzatioprinaCPossível9 de 36
Ácido 2,4-diclorofenoxiacéticonão é medicamentoCPossível4 de 6
Tinturas de cabelonão é medicamentoCPossível4 de 6
Dibenzodioxinas policloradasnão é medicamentoCPossível3
Dioxinasnão é medicamentoCPossível3
VincristinaCPossível2
CiclofosfamidaCPossível2
Creosotosem registro no BrasilCPossível2
Cromonão é medicamentoCPossível2
CladribinaCPossível2
Etretinatosem registro no BrasilCPossível2
Pentaclorofenolnão é medicamentoCPossível2
ClozapinaCPossível1
DoxorrubicinaCPossível1
Tracolimosem registro no BrasilCPossível1
Procarbazinasem registro no BrasilCPossível1
Ustequinumabesem registro no BrasilCPossível1
DacarbazinaCPossível1
CarboplatinaCPossível1
PaclitaxelCPossível1
EtanercepteCPossível1
Imatinibesem registro no BrasilCPossível1
Formaldeídonão é medicamentoCPossível1
Hidrocarbonetos aromáticos policíclicosnão é medicamentoCPossível1
Alumínionão é medicamentoCPossível1
GlicinaCPossível1
Glifosatonão é medicamentoCPossível1
Sirolimussem registro no BrasilCPossível1
DexametasonaCPossível1
Amiantonão é medicamentoCPossível1
Urânionão é medicamentoCPossível1
Borrachanão é medicamentoCPossível1
Pentostatinasem registro no BrasilCPossível1
Hidroxiureiasem registro no BrasilCPossível1
CiclosporinaCPossível1
Celulosesem registro no BrasilCPossível1
Tricloroetilenosem registro no BrasilCPossível1
Arsênionão é medicamentoCPossível1
MelfalanaCPossível1
Lomustinasem registro no BrasilCPossível1
Dióxido de tórionão é medicamentoCPossível1
PrednisolonaCPossível1
MetronidazolCPossível1
IsoniazidaCPossível1
TalidomidaCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como linfoma de Hodgkin causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.