Atorvastatina

Que lesão de órgão atorvastatina pode causar? miopatia necrosante imunomediada, lesão hepática medicamentosa, mialgia, infarto do miocárdio, esteatose hepática, insuficiência cardíaca, lesão renal aguda, cardiomiopatia, neuropatia periférica, torsades de pointes, colestase, pneumonite intersticial, exantema medicamentoso, insuficiência hepática aguda, urticária e angioedema, fibrose pulmonar, anemia hemolítica, prolongamento do intervalo QT, dRESS, miopatia, rabdomiólise, nefropatia, diabetes mellitus, insuficiência renal, doença autoimune, miosite, fraqueza muscular, diabetes mellitus tipo 2, doença cerebrovascular, arritmia cardíaca, cardiopatia congênita, doença da mama, lesões orais, perturbação sensorial, polimiosite, disfunção cardíaca por terapia oncológica, acidente vascular cerebral, anemia, angioedema, dermatomiosite, doença genética, doença óssea, exantema, ginecomastia, hemorragia intracerebral, hemorragia intracraniana, hipertensão arterial, necrose avascular, pancreatite, transtorno auditivo, abetalipoproteinemia, anomalias craniofaciais, arteriosclerose, aterosclerose, cãibra, dermatite atópica, diplopia, disfunção erétil, dissonia, distúrbio da Pigmentação, doença do sistema linfático, doença hepática gordurosa não alcoólica, doença periodontal, doença torácica, erro metabólico hereditário, fasciculação, fenda labial, fenda palatina, hematúria, hiperpigmentação, hipobetalipoproteinemia, hipogonadismo, hipolipoproteinemia, hipotensão arterial, íleo paralítico, insônia, insuficiência hepática, insuficiência renal crônica, leucemia, leucemia mieloide, leucemia mieloide aguda, miastenia grave, neoplasia da mama, neoplasia das vias respiratórias, obstrução intestinal, paralisia, paresia, perda auditiva sensorioneural, pleurisia, proteinúria, pseudo-obstrução intestinal, ptose, sarcopenia, síndrome do desejo sexual hipoativo, síndrome paraneoplásica, surdez, taquicardia, taquicardia ventricular, tendinopatia, tetraplegia, tumor pulmonar, úlcera bucal, xerostomia e zumbido.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Miopatia necrosante imunomediada

BProvávelMusculoesquelética

Fraqueza proximal com CK muito alta que continua piorando depois de suspender a estatina — é o que separa da mialgia comum. Anticorpo anti-HMGCR confirma, e o tratamento é imunossupressão, não só retirada.

Relatos no FAERS:
285
ROR:
91,3 (IC 95% 77,1108,1)
Literatura:
8 de 9 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
1.573
ROR:
1,5 (IC 95% 1,41,6)
Literatura:
32 de 69 artigos

Infarto do miocárdio

CPossívelCardíaca

Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.

Relatos no FAERS:
9.004
ROR:
3,4 (IC 95% 3,33,5)
Literatura:
1 artigos

Esteatose hepática

CPossívelHepática

Microvesicular (aguda, por toxicidade mitocondrial, grave) ou macrovesicular (crônica, indolente). São prognósticos diferentes com o mesmo nome no laudo do ultrassom.

Relatos no FAERS:
694
ROR:
3,1 (IC 95% 2,93,4)
Literatura:
2 artigos

Insuficiência cardíaca

CPossívelCardíaca

Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.

Relatos no FAERS:
8.061
ROR:
2,8 (IC 95% 2,72,9)
Literatura:
1 artigos

Lesão renal aguda

CPossívelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
11.010
ROR:
2,3 (IC 95% 2,32,3)
Literatura:
13 de 83 artigos

Cardiomiopatia

CPossívelCardíaca

Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.

Relatos no FAERS:
897
ROR:
1,9 (IC 95% 1,82)
Literatura:
2 artigos

Neuropatia periférica

CPossívelNeurológica

Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.

Relatos no FAERS:
5.699
ROR:
1,8 (IC 95% 1,81,9)
Literatura:
6 de 27 artigos

Torsades de pointes

CPossívelCardíaca

Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.

Relatos no FAERS:
113
ROR:
1,2 (IC 95% 11,5)
Literatura:
1 artigos

Colestase

CPossívelHepática

Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.

Relatos no FAERS:
313
ROR:
1,1 (IC 95% 11,3)
Literatura:
2 artigos

Pneumonite intersticial

CPossívelRespiratória

Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.

Relatos no FAERS:
1.090
ROR:
1,1 (IC 95% 1,11,2)
Literatura:
1 artigos

Exantema medicamentoso

CPossívelCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
8.562
ROR:
1 (IC 95% 11,1)
Literatura:
4 de 14 artigos

Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.

Relatos no FAERS:
599
ROR:
0,9 (IC 95% 0,80,9)
Literatura:
1 artigos

Urticária e angioedema

CPossívelCutânea

Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.

Relatos no FAERS:
1.072
ROR:
0,4 (IC 95% 0,30,4)
Literatura:
2 artigos

Fibrose pulmonar

CPossívelRespiratória

A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.

Relatos no FAERS:
86
ROR:
0,3 (IC 95% 0,30,4)
Literatura:
1 artigos

Anemia hemolítica

CPossívelHematológica

Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.

Relatos no FAERS:
44
ROR:
0,2 (IC 95% 0,10,2)
Literatura:
1 artigos

Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.

Relatos no FAERS:
25
ROR:
0,1 (IC 95% 00,1)
Literatura:
3 artigos

DRESS

CPossívelCutânea

Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.

Relatos no FAERS:
25
ROR:
0,1 (IC 95% 0,10,1)
Literatura:
2 artigos

Queda da fração de ejeção durante ou depois do tratamento do câncer. A da antraciclina depende da dose acumulada e costuma ficar; a do trastuzumabe não depende e costuma voltar ao suspender — por isso a conduta diante do mesmo número é diferente.

Literatura:
2 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.