Pirfenidona

Que lesão de órgão pirfenidona pode causar? fotossensibilidade, fibrose pulmonar, hipertensão pulmonar, exantema medicamentoso, pneumonite intersticial, lesão hepática medicamentosa, insuficiência hepática aguda, lesão renal aguda, fibrose pulmonar idiopática, pneumonia intersticial não específica, pneumonia, fibroelastose pleuroparenquimatosa, nefropatia, lesão pulmonar, pneumonite por inibidor de checkpoint, cirrose hepática, gastroenterite, dano alveolar difuso, pulmão por paraquat, hipertensão arterial, lesão pulmonar aguda, síndrome do desconforto respiratório agudo, cardiomegalia, colite, distúrbio da Pigmentação, exantema, hipersensibilidade respiratória, insuficiência renal, pancreatite, transtorno respiratório, trauma facial, traumatismo craniano, tumor de pele, pneumonia eosinofílica, sarcoidose pulmonar induzida, colestase, esteatose hepática, dRESS, adenocarcinoma, asma, carcinoma, cisto, cisto ovariano, colite ulcerosa, disfagia, disfunção testicular, doença autoimune, doença de refluxo gastroesofágico, doença dos brônquios, doença dos ovários, doença inflamatória intestinal, doença pulmonar obstrutiva, eosinofilia, epilepsia, eritema, esofagite, estenose do esófago, hepatocarcinoma, hiperpigmentação, hipertrofia ventricular esquerda, insuficiência hepática, insuficiência renal crônica, leucocitose, lúpus eritematoso sistêmico, mialgia, miopatia, pancreatite crônica, pleurisia, pneumonite de hipersensibilidade, sarcoidose, sarcoma, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, síndrome do ovário policístico, síndrome hipereosinofílica e transtornos linfoproliferativos.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Fotossensibilidade

CPossívelCutânea

Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).

Relatos no FAERS:
1.080
ROR:
25,1 (IC 95% 23,526,6)
Literatura:
5 de 21 artigos

Fibrose pulmonar

CPossívelRespiratória

A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.

Relatos no FAERS:
899
ROR:
21,5 (IC 95% 20,123)
Literatura:
61 de 773 artigos

Hipertensão pulmonar

CPossívelRespiratória

Instala-se em meses e pode não regredir. A história dos anorexígenos é o motivo de a classe inteira ser vigiada.

Relatos no FAERS:
88
ROR:
1,3 (IC 95% 11,6)
Literatura:
1 artigos

Exantema medicamentoso

CPossívelCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
1.661
ROR:
1,2 (IC 95% 1,21,3)
Literatura:
8 artigos

Pneumonite intersticial

CPossívelRespiratória

Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.

Relatos no FAERS:
167
ROR:
1,1 (IC 95% 0,91,3)
Literatura:
63 de 830 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
69
ROR:
0,4 (IC 95% 0,30,5)
Literatura:
7 artigos

Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.

Relatos no FAERS:
11
ROR:
0,1 (IC 95% 0,10,2)
Literatura:
1 artigos

Lesão renal aguda

CPossívelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
42
ROR:
0,1 (IC 95% 00,1)
Literatura:
1 artigos

Vidro fosco com reticulado poupando a região subpleural, homogêneo no tempo — e é justamente a homogeneidade que separa da fibrose pulmonar idiopática. Padrão frequente de dano por metotrexato, amiodarona e quimioterápico, e o que mais melhora ao suspender.

Literatura:
16 artigos

Fibroelastose pleuroparenquimatosa

CPossívelRespiratória

Espessamento pleural e fibrose concentrados nos ápices, com perda de peso, tórax afilado e pneumotórax de repetição. Aparece anos depois de alquilante ou de transplante de medula. Não há tratamento que reverta, e o valor de reconhecer é não tratar como tuberculose nem como fibrose comum.

Relatos no FAERS:
2
Literatura:
7 artigos

Infiltrado que aparece semanas a meses depois do anti-PD-1 e não responde a antibiótico. Corticoide em dose alta, e a decisão de reintroduzir o imunoterápico depende do grau — por isso reconhecer cedo muda o tratamento do câncer, não só do pulmão.

Literatura:
4 artigos

Dano alveolar difuso

CPossívelRespiratória

O achado histológico por trás da SDRA e da forma mais grave de pneumonite por droga. Aparece na biópsia quando a suspeita clínica já passou — e é o que fecha o caso retrospectivamente.

Literatura:
3 artigos

Pulmão por paraquat

CPossívelRespiratória

O pneumócito concentra o paraquat ativamente e a fibrose fecha o pulmão em dias a semanas, depois de o doente parecer estável. Oxigênio piora — é o único envenenamento em que se titula a saturação para baixo.

Literatura:
3 artigos

Pneumonia eosinofílica

CPossívelRespiratória

Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.

Literatura:
1 artigos

Sarcoidose pulmonar induzida

CPossívelRespiratória

Granuloma não caseoso com adenopatia hilar que abre depois de interferon, anti-TNF ou inibidor de checkpoint. Regride com a retirada, o que a sarcoidose de verdade não faz.

Literatura:
1 artigos

Colestase

CPossívelHepática

Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.

Literatura:
1 artigos

Esteatose hepática

CPossívelHepática

Microvesicular (aguda, por toxicidade mitocondrial, grave) ou macrovesicular (crônica, indolente). São prognósticos diferentes com o mesmo nome no laudo do ultrassom.

Literatura:
1 artigos

DRESS

CPossívelCutânea

Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.

Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.