Doença urológica por medicamento

Doença urológica por medicamento se documenta pelo quadro específico: acidose tubular renal, azotemia, bacteriúria, bexiga hiperativa, bexiga neurogênica e cálculo renal, entre 69 quadros. Abaixo, as 23 substâncias que nenhum quadro específico documenta com grau igual ou melhor.

Doença urológica é uma família, não um achado. O fármaco que causa um quadro específico está na página dele; aqui ficam os 23 que nenhum quadro específico documenta com grau igual ou melhor.

Quadros específicos desta família:

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: N13 Uropatia obstrutiva e por refluxo

Fármacos com literatura ou sinal

23 substâncias (4 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Mazindolsem registro no BrasilCPossível2
Flumequinasem registro no BrasilCPossível2
Propantelinasem registro no BrasilCPossível1
Triexafenidsem registro no BrasilCPossível1
FludrocortisonaCPossível1
Colestiraminasem registro no BrasilCPossível1
Clorodiazepóxidosem registro no BrasilCPossível1
Etclorvinolsem registro no BrasilCPossível1
Hormônio liberador de tireotrofinasem registro no BrasilCPossível1
Desipraminasem registro no BrasilCPossível1
Iodeto de isopropamidasem registro no BrasilCPossível1
Pipamperonasem registro no BrasilCPossível1
Citrato de cálciosem registro no BrasilCPossível1
Gliconato de clorexidinasem registro no BrasilCPossível1
Nabilonasem registro no BrasilCPossível1
Citrato tripotássicosem registro no BrasilCPossível1
Fosfato de magnésiosem registro no BrasilCPossível1
Felbamatosem registro no BrasilCPossível1
Temoporfinasem registro no BrasilCPossível1
CiclopentolatoCPossível1
TropicamidaCPossível1
Ziconotidasem registro no BrasilCPossível1
SulfacetamidaCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como doença urológica causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.