Daptomicina

Que lesão de órgão daptomicina pode causar? pneumonia eosinofílica, eosinofilia, síndrome hipereosinofílica, miopatia, rabdomiólise, trombocitopenia, pneumonia eosinofílica aguda, infiltrado pulmonar com eosinofilia, dRESS, pneumonite intersticial, pneumonia em organização, agranulocitose, colestase, edema pulmonar não cardiogênico, lesão renal aguda, exantema medicamentoso, nefropatia, citopenia, leucopenia, neutropenia, insuficiência renal, pneumonia, lesão hepática medicamentosa, exantema, artrite, artropatia, doença óssea, osteomielite, perturbação sensorial, surdez, transtorno auditivo, fibrose pulmonar, insuficiência cardíaca, nefrite intersticial aguda, neuropatia periférica, artropatia por deposição de cristais, asma, bronquiolite, bronquiolite obliterante, bronquite, catarata, coagulopatia, diabetes mellitus, diátese hemorrágica, doença autoimune, doença dos brônquios, doença genética, doença pulmonar obstrutiva, endocardite, erro metabólico hereditário, fibrose pulmonar idiopática, gota, hipersensibilidade respiratória, lesão pulmonar, lesão pulmonar aguda, mialgia, mioclonia, nefrite, paralisia, pneumonia intersticial idiopática, pneumonite de hipersensibilidade, púrpura, púrpura trombocitopênica idiopática, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, tosse e transtorno respiratório.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Pneumonia eosinofílica

AEstabelecidoRespiratória

Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.

Relatos no FAERS:
621
ROR:
369,5 (IC 95% 338,7403,1)
Literatura:
34 de 38 artigos

Trombocitopenia

BProvávelHematológica

Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.

Literatura:
5 de 6 artigos

Pneumonia eosinofílica aguda

CPossívelRespiratória

Febre e hipoxemia que abrem em dias, com eosinófilo no lavado e sangue normal — o hemograma limpo é o que faz descartar a hipótese cedo demais. Daptomicina e o início recente do tabagismo são as duas histórias clássicas. Responde ao corticoide em horas e recidiva se a droga voltar, o que serve de prova retrospectiva.

Relatos no FAERS:
144
ROR:
467,2 (IC 95% 390,1559,6)
Literatura:
12 artigos

Infiltrado que migra com eosinofilia no sangue — a apresentação clássica da reação a droga no pulmão. O hemograma é o exame que fecha o raciocínio, e sai barato antes de qualquer tomografia.

Relatos no FAERS:
12
ROR:
61,2 (IC 95% 34,5108,6)
Literatura:
2 artigos

DRESS

CPossívelCutânea

Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.

Relatos no FAERS:
334
ROR:
31,4 (IC 95% 28,135)
Literatura:
2 artigos

Pneumonite intersticial

CPossívelRespiratória

Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.

Relatos no FAERS:
468
ROR:
14,1 (IC 95% 12,815,4)
Literatura:
2 artigos

Pneumonia em organização

CPossívelRespiratória

Consolidação migratória que não responde a antibiótico e some com corticoide — o padrão mais comum de pneumonite por droga com biópsia. Amiodarona, bleomicina, nitrofurantoína e os imunoterápicos são os nomes de sempre.

Relatos no FAERS:
18
ROR:
8,1 (IC 95% 5,112,9)
Literatura:
1 artigos

Agranulocitose

CPossívelHematológica

Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.

Relatos no FAERS:
274
ROR:
3 (IC 95% 2,63,4)
Literatura:
11 de 31 artigos

Colestase

CPossívelHepática

Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.

Relatos no FAERS:
29
ROR:
2,9 (IC 95% 24,1)
Literatura:
1 artigos

Edema pulmonar não cardiogênico

CPossívelRespiratória

Edema com pressão de enchimento normal. Diurético não resolve e piora a perfusão — o que resolve é reconhecer a droga.

Relatos no FAERS:
32
ROR:
1,4 (IC 95% 12)
Literatura:
1 artigos

Lesão renal aguda

CPossívelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
72
ROR:
0,4 (IC 95% 0,30,5)
Literatura:
6 de 18 artigos

Exantema medicamentoso

CPossívelCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
30
ROR:
0,1 (IC 95% 0,10,1)
Literatura:
5 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Literatura:
5 artigos

Fibrose pulmonar

CPossívelRespiratória

A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.

Literatura:
1 artigos

Insuficiência cardíaca

CPossívelCardíaca

Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.

Literatura:
1 artigos

Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.

Literatura:
1 artigos

Neuropatia periférica

CPossívelNeurológica

Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.

Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.