Celecoxibe

Que lesão de órgão celecoxibe pode causar? infarto do miocárdio, valvopatia, lesão hepática medicamentosa, urticária e angioedema, exantema medicamentoso, insuficiência cardíaca, colestase, dRESS, nefrite intersticial aguda, úlcera gástrica, úlcera péptica, nefropatia, sangramento gastrointestinal, artrite, artropatia, gastroenterite, hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, doença cerebrovascular, doença inflamatória intestinal, neoplasia, síndrome coronária aguda, asma por aspirina, agranulocitose, erupção fixa por droga, alopécia, anafilaxia, anemia, angioedema, arteriosclerose, aterosclerose, bolha, citopenia, colangite, colite, colite ulcerosa, disfagia, eritema, gastrite, leucopenia, mania, nefrite, neutropenia, osteoartrite, parada cardíaca, síndrome de Sweet, transtorno bipolar, transtornos do humor e trombose.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Infarto do miocárdio

CPossívelCardíaca

Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.

Relatos no FAERS:
8.021
ROR:
5,9 (IC 95% 5,86,1)
Literatura:
2 artigos

Valvopatia

CPossívelCardíaca

Fibrose valvar por agonismo serotoninérgico. Instala-se devagar, não regride, e é a razão de alguns agonistas dopaminérgicos terem saído do mercado.

Relatos no FAERS:
413
ROR:
3,9 (IC 95% 3,64,3)
Literatura:
1 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
1.389
ROR:
2,5 (IC 95% 2,42,6)
Literatura:
6 de 32 artigos

Urticária e angioedema

CPossívelCutânea

Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.

Relatos no FAERS:
3.819
ROR:
2,5 (IC 95% 2,42,6)
Literatura:
1 artigos

Exantema medicamentoso

CPossívelCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
8.818
ROR:
2,1 (IC 95% 2,12,2)
Literatura:
4 de 53 artigos

Insuficiência cardíaca

CPossívelCardíaca

Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.

Relatos no FAERS:
3.157
ROR:
2,1 (IC 95% 22,1)
Literatura:
2 artigos

Colestase

CPossívelHepática

Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.

Relatos no FAERS:
47
ROR:
0,3 (IC 95% 0,20,4)
Literatura:
1 artigos

DRESS

CPossívelCutânea

Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.

Relatos no FAERS:
35
ROR:
0,2 (IC 95% 0,20,3)
Literatura:
1 artigos

Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.

Relatos no FAERS:
17
ROR:
0,1 (IC 95% 0,10,2)
Literatura:
1 artigos

Asma por aspirina

CPossívelRespiratória

Asma com pólipo nasal que piora depois de AAS ou de qualquer anti-inflamatório não seletivo — a tríade de Samter. Não é alergia, é a via da cicloxigenase, e por isso o coxibe e o paracetamol em dose baixa costumam passar. Escrever "alérgico a AAS" no prontuário é o que faz o paciente perder o antiagregante depois do infarto.

Relatos no FAERS:
9
Literatura:
1 artigos

Agranulocitose

CPossívelHematológica

Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.

Relatos no FAERS:
20
ROR:
0 (IC 95% 00)
Literatura:
1 artigos

Erupção fixa por droga

CPossívelCutânea

Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.

Relatos no FAERS:
9
Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.