Glioma por medicamento

Que fármacos causam glioma? Com a evidência mais forte: chumbo, diclorometano, mercúrio, petróleo, fenitoína e óxido de etileno, entre 51 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

51 substâncias (17 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Chumbonão é medicamentoCPossível3
Diclorometanonão é medicamentoCPossível3
Mercúrionão é medicamentoCPossível2
Petróleonão é medicamentoCPossível2
FenitoínaCPossível2
Óxido de etilenonão é medicamentoCPossível2
DacarbazinaCPossível2
Fingolimodesem registro no BrasilCPossível2
Acrilonitrilanão é medicamentoCPossível2
IsoniazidaCPossível1
Alcaloides pirrolizidínicosnão é medicamentoCPossível1
ProgesteronaCPossível1
Naftalenosnão é medicamentoCPossível1
Bifenilos policloradosnão é medicamentoCPossível1
FlurazepamCPossível1
Cresóisnão é medicamentoCPossível1
Creosotosem registro no BrasilCPossível1
Índigo-carmimsem registro no BrasilCPossível1
Metilfenobarbitalsem registro no BrasilCPossível1
Cloreto de vinilanão é medicamentoCPossível1
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível1
TetraciclinaCPossível1
Probenecidasem registro no BrasilCPossível1
Clorambucilasem registro no BrasilCPossível1
NicotinaCPossível1
Ftalato de dietil-hexilanão é medicamentoCPossível1
Benzo(a)pirenonão é medicamentoCPossível1
Parabenosnão é medicamentoCPossível1
Formaldeídonão é medicamentoCPossível1
DabrafenibeCPossível1
TrametinibeCPossível1
Everolimosem registro no BrasilCPossível1
LenvatinibeCPossível1
DoxiciclinaCPossível1
InfliximabeCPossível1
AdalimumabeCPossível1
Fluciclovina F-18sem registro no BrasilCPossível1
Acido acetilsalicilicoCPossível1
Acrilamidanão é medicamentoCPossível1
Tetracloreto de carbononão é medicamentoCPossível1
HidroquinonaCPossível1
PrednisolonaCPossível1
Cloroquinasem registro no BrasilCPossível1
Mepacrinasem registro no BrasilCPossível1
Cloreto de etilasem registro no BrasilCPossível1
FurosemidaCPossível1
Difenidraminasem registro no BrasilCPossível1
Barbitalsem registro no BrasilCPossível1
Tricloroetilenosem registro no BrasilCPossível1
Tetracloroetilenonão é medicamentoCPossível1
Nitrito de sódiosem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como glioma causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.