Mirtazapina

Que lesão de órgão mirtazapina pode causar? síndrome serotoninérgica, síndrome neuroléptica maligna, prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, bradicardia, lesão hepática medicamentosa, agranulocitose, esteatose hepática, arritmia cardíaca, cardiopatia congênita, pancreatite, alucinação, disfunção cognitiva, parada cardíaca, perturbação cognitiva, taquicardia, taquicardia ventricular, transtornos do humor, aborto espontâneo, citopenia, complicações na gravidez, depressão nervosa, distonia, doença hepática gordurosa não alcoólica, eosinofilia, epistaxe, leucopenia, neutropenia, parassonia, perturbações da marcha, retenção urinária, sangramento gastrointestinal, síndrome hipereosinofílica, transtorno alimentar e transtorno bipolar.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Síndrome serotoninérgica

CPossívelNeurológica

Clônus, hiper-reflexia e agitação em horas depois de somar dois serotoninérgicos. O clônus é o que a separa da neuroléptica maligna, que tem rigidez em cano de chumbo.

Relatos no FAERS:
1.333
ROR:
17,4 (IC 95% 16,518,4)
Literatura:
2 artigos

Síndrome neuroléptica maligna

CPossívelNeurológica

Rigidez, febre alta e CK muito elevada, instalada em dias. Também acontece na retirada abrupta de dopaminérgico, não só na introdução do antipsicótico.

Relatos no FAERS:
515
ROR:
10,4 (IC 95% 9,611,4)
Literatura:
1 artigos

Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.

Relatos no FAERS:
1.143
ROR:
7,1 (IC 95% 6,77,5)
Literatura:
3 artigos

Torsades de pointes

CPossívelCardíaca

Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.

Relatos no FAERS:
136
ROR:
4 (IC 95% 3,44,8)
Literatura:
2 artigos

Bradicardia

CPossívelCardíaca

A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.

Relatos no FAERS:
186
ROR:
0,6 (IC 95% 0,50,7)
Literatura:
1 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
171
ROR:
0,4 (IC 95% 0,40,5)
Literatura:
1 artigos

Agranulocitose

CPossívelHematológica

Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.

Relatos no FAERS:
397
ROR:
0,4 (IC 95% 0,40,5)
Literatura:
1 artigos

Esteatose hepática

CPossívelHepática

Microvesicular (aguda, por toxicidade mitocondrial, grave) ou macrovesicular (crônica, indolente). São prognósticos diferentes com o mesmo nome no laudo do ultrassom.

Relatos no FAERS:
26
ROR:
0,3 (IC 95% 0,20,5)
Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.