Doença neuromuscular por medicamento
Doença neuromuscular por medicamento se documenta pelo quadro específico: botulismo, ciatalgia, dermatomiosite, distrofia fascio-escapulo-humeral, distrofia miotônica e distrofia muscular, entre 44 quadros. Abaixo, as 11 substâncias que nenhum quadro específico documenta com grau igual ou melhor.
Doença neuromuscular é uma família, não um achado. O fármaco que causa um quadro específico está na página dele; aqui ficam os 11 que nenhum quadro específico documenta com grau igual ou melhor.
Quadros específicos desta família:
- Botulismo
- Ciatalgia
- Dermatomiosite
- Distrofia fascio-escapulo-humeral
- Distrofia miotônica
- Distrofia muscular
- Distrofia muscular de Duchenne
- Doença de Charcot-Marie-Tooth
- Doença do neurônio motor
- Esclerose lateral amiotrófica
- Fibromialgia
- Mialgia
- Miastenia grave
- Miopatia
- Miopatia mitocondrial
- Miopatia nemalínica
- Miosite
- Miosite por corpúsculos de inclusão
- Mononeuropatia
- Neurite
- Neurofibromatose tipo I
- Neurofibromatoses
- Neuropatia diabética
- Neuropatia periférica
- Nevralgia
- Nevralgia pós-herpética
- Oftalmoplegia externa progressiva
- Paralisia periódica hipocalémica
- Polimiosite
- Polineuropatia
- Polineuropatia alcoólica
- Radiculopatia
- Sindroma de sundek
- Síndrome complexa de dor regional
- Síndrome da cauda equina
- Síndrome da eosinofilia-mialgia
- Síndrome da fadiga crônica
- Síndrome da pessoa rígida
- Síndrome de Guillain-Barré
- Síndrome de Riley-Day
- Síndrome do encarceramento
- Síndrome do túnel carpal
- Síndrome miastênica de Lambert-Eaton
- Síndrome miasténico congénito
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
Fármacos com literatura ou sinal
11 substâncias (2 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Mitotano | CPossível | 2 | — | — |
| Moxidectinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Fisostigminasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Amicacinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Sulfobromoftaleínasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Clorquinaldolsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Isocarboxazidasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Doxacúriosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Binimetinibe | CPossível | 1 | — | — |
| Pipecurôniosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Veneno de escorpiãonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como doença neuromuscular causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.