Síndrome do óleo tóxico
Que fármacos causam síndrome do óleo tóxico? Com a evidência mais forte: triptofano, alanina, silicones, cloreto de vinila, bleomicina e pentazocina, entre 20 substâncias.
Epidemia espanhola de 1981, óleo de colza desnaturado com anilina: pneumonite com eosinofilia que virou esclerodermia e neuropatia. É o lembrete de que adulterante de excipiente também é toxicidade.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
CID-10: J70.8 — Afecções respiratórias devidas a outros agentes externos especificados
Fármacos com literatura ou sinal
20 substâncias (6 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem tem artigo ligando o fármaco ao quadro — o FAERS entra quando tem número.
Este quadro não tem cabeçalho próprio no MeSH, o vocabulário com que o NLM indexa o PubMed — existe na clínica e não no vocabulário. Sem cabeçalho não há onde pendurar o rótulo causado por droga, então a contagem ao lado vem de achar o quadro no título ou no resumo e o fármaco rotulado à mão como causador de dano. O link leva à mesma busca. O total ao lado é ela sem o rótulo do fármaco — a proporção, o grau e o ROR saem como em qualquer outro quadro.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Triptofano | BProvável | 17 de 22 | — | — |
| Alanina | BProvável | 4 de 5 | — | — |
| Siliconesnão é medicamento | CPossível | 3 | — | — |
| Cloreto de vinilanão é medicamento | CPossível | 3 | — | — |
| Bleomicina | CPossível | 2 | — | — |
| Pentazocinasem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Bifenilos policloradosnão é medicamento | CPossível | 2 | — | — |
| Sílicanão é medicamento | CPossível | 2 | — | — |
| Estrogêniossem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Fenitoína | CPossível | 1 | — | — |
| Tricloroetilenosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Parafinanão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Tetracloroetilenonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| 5-hidroxitriptofanosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Carbidopa | CPossível | 1 | — | — |
| Cloreto de mercúriosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Paracetamol | CPossível | 1 | — | — |
| Óleo mineralsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Hipoclorito de sódiosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Quartzonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como síndrome do óleo tóxico causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.