Síndrome da íris flácida intraoperatória por medicamento
Que fármacos causam síndrome da íris flácida intraoperatória? Com a evidência mais forte: prazosina, alfuzosina, doxazosina, tansulosina, terazosina e finasterida, entre 20 substâncias.
Íris que ondula e prolapsa durante a facectomia, com a pupila fechando no meio da cirurgia. Basta ter usado bloqueador alfa-1 alguma vez, mesmo anos antes — por isso a pergunta entra na consulta pré-operatória, e suspender na véspera não resolve.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
CID-10: H21.8 — Outros transtornos especificados da íris e do corpo ciliar
Fármacos com literatura ou sinal
20 substâncias (7 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem tem artigo ligando o fármaco ao quadro — o FAERS entra quando tem número.
Este quadro não tem cabeçalho próprio no MeSH, o vocabulário com que o NLM indexa o PubMed — existe na clínica e não no vocabulário. Sem cabeçalho não há onde pendurar o rótulo causado por droga, então a contagem ao lado vem de achar o quadro no título ou no resumo e o fármaco rotulado à mão como causador de dano. O link leva à mesma busca. O total ao lado é ela sem o rótulo do fármaco — a proporção, o grau e o ROR saem como em qualquer outro quadro.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Prazosinasem registro no Brasil | CPossível | 15 | — | — |
| Alfuzosinasem registro no Brasil | CPossível | 13 | — | — |
| Doxazosina | BProvável | 12 de 13 | — | — |
| Tansulosinasem registro no Brasil | CPossível | 7 de 106 | — | — |
| Terazosinasem registro no Brasil | CPossível | 7 | — | — |
| Finasterida | BProvável | 6 de 6 | — | — |
| Silodosina | CPossível | 6 | — | — |
| Risperidona | CPossível | 2 | — | — |
| Epinefrina | CPossível | 2 | — | — |
| Clorpromazinasem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Fenilefrina | CPossível | 1 | — | — |
| Sulfitosnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Quetiapinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Duloxetinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Varfarinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Imipramina | CPossível | 1 | — | — |
| Colinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Labetalolsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Mianserinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Naftalenosnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como síndrome da íris flácida intraoperatória causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.