Prolactinoma por medicamento

Que fármacos causam prolactinoma? Com a evidência mais forte: dietilestilbestrol, estrogênios, estradiol, sulpirida, etanol e benzoato de estradiol, entre 13 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: D35.2 Neoplasia benigna da glândula hipófise (pituitária)

Fármacos com literatura ou sinal

13 substâncias (7 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Dietilestilbestrolsem registro no BrasilCPossível9 de 21
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível7 de 49
EstradiolCPossível6 de 73
SulpiridaCPossível3
Etanolsem registro no BrasilCPossível3
Benzoato de estradiolsem registro no BrasilCPossível2
RisperidonaCPossível2
CiproteronaCPossível2
Estronasem registro no BrasilCPossível1
Estrogênios conjugadossem registro no BrasilCPossível1
TetraciclinaCPossível1
DomperidonaCPossível1
EtinilestradiolCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como prolactinoma causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.