Hipertensão arterial essencial por medicamento

Que fármacos causam hipertensão arterial essencial? Com a evidência mais forte: losartana, anlodipino, material particulado, hidroclorotiazida, valina e rosuvastatina, entre 14 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

14 substâncias (6 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
LosartanaCPossível2
Anlodipinosem registro no BrasilCPossível1
Material particuladonão é medicamentoCPossível1
Hidroclorotiazidasem registro no BrasilCPossível1
ValinaCPossível1
Rosuvastatinasem registro no BrasilCPossível1
EzetimibaCPossível1
IndapamidaCPossível1
PerindoprilCPossível1
SacubitrilCPossível1
Angiotensina IIsem registro no BrasilCPossível1
Cetaminasem registro no BrasilCPossível1
Nicardipinosem registro no BrasilCPossível1
Rifampicinasem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como hipertensão arterial essencial causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.