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Cardiologia

Índice de Lee (RCRI) — risco cardíaco em cirurgia não cardíaca

Risco de complicação cardíaca maior no perioperatório de cirurgia não cardíaca.

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Quando usar e como interpretar

Serve para estimar o risco de complicação cardíaca maior (morte cardíaca, infarto, edema pulmonar, fibrilação ventricular ou parada e bloqueio AV total) no perioperatório de cirurgia não cardíaca eletiva. Use na avaliação pré-operatória, depois de afastar condição cardíaca ativa, como síndrome coronariana aguda, insuficiência cardíaca descompensada, arritmia significativa ou valvopatia grave sintomática. Essas condições pedem conduta própria antes de qualquer escore.

Cada um dos seis fatores vale 1 ponto. Na coorte de validação, as taxas de complicação foram: 0 ponto (classe I), 0,4%; 1 ponto (classe II), 0,9%; 2 pontos (classe III), 6,6%; 3 ou mais (classe IV), 11%. Dois ou mais pontos marcam o paciente de risco elevado. Nesse grupo, as diretrizes atuais sugerem dosar troponina e peptídeo natriurético e avaliar a capacidade funcional antes de pedir exame de estresse. O exame só se justifica quando o resultado mudar a conduta.

O índice foi derivado em 1999, em um único centro, com a cirurgia eletiva da época. Nas validações posteriores, discriminou razoavelmente na cirurgia não cardíaca em geral e mal na cirurgia vascular, em que subestima o risco. Ele não considera idade, capacidade funcional nem a urgência da cirurgia, e o corte de creatinina acima de 2 mg/dL deixa de fora muita doença renal relevante. É um ponto de partida para a estratificação, não uma autorização para operar.

Perguntas frequentes

Como calcular o Índice de Lee (RCRI) — risco cardíaco em cirurgia não cardíaca?
Informe cirurgia de alto risco (intraperitoneal, intratorácica ou vascular suprainguinal), doença isquêmica do coração, história de insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular (avc ou ait), diabetes em uso de insulina, creatinina pré-operatória > 2 mg/dl. A Rosa calcula o resultado e mostra a interpretação correspondente, sem cadastro e sem custo.
Para que serve o Índice de Lee (RCRI) — risco cardíaco em cirurgia não cardíaca?
Risco de complicação cardíaca maior no perioperatório de cirurgia não cardíaca. É utilizado em Cardiologia.
Quando usar o Índice de Lee (RCRI) — risco cardíaco em cirurgia não cardíaca?
Serve para estimar o risco de complicação cardíaca maior (morte cardíaca, infarto, edema pulmonar, fibrilação ventricular ou parada e bloqueio AV total) no perioperatório de cirurgia não cardíaca eletiva. Use na avaliação pré-operatória, depois de afastar condição cardíaca ativa, como síndrome coronariana aguda, insuficiência cardíaca descompensada, arritmia significativa ou valvopatia grave sintomática. Essas condições pedem conduta própria antes de qualquer escore.
Quais são as referências do Índice de Lee (RCRI) — risco cardíaco em cirurgia não cardíaca?
O cálculo segue: Lee TH et al. Circulation 1999 — PMID 10477528. Os links para as fontes estão na própria página.

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