Classificação de Killip (IAM)
Gravidade da insuficiência cardíaca no infarto agudo do miocárdio.
Quando usar e como interpretar
A classificação de Killip gradua a repercussão hemodinâmica do infarto agudo do miocárdio usando apenas exame físico. Foi descrita em 1967 e continua útil justamente por isso: é aplicável no primeiro contato, sem nenhum exame complementar.
Classe I, sem sinais de insuficiência cardíaca. Classe II, estertores, terceira bulha ou congestão pulmonar. Classe III, edema agudo de pulmão. Classe IV, choque cardiogênico. As mortalidades hospitalares da coorte original foram de aproximadamente 6%, 17%, 38% e 67%.
Esses percentuais vêm da era anterior à reperfusão e hoje são substancialmente menores — a classificação segue estratificando bem, mas os números absolutos não devem ser repassados ao paciente como prognóstico atual. A classe é dinâmica e precisa ser reavaliada: quem chega em Killip I pode evoluir para III em horas, e o registro deve dizer em que momento a classe foi atribuída. Killip IV significa choque cardiogênico e exige reperfusão imediata e suporte, não observação.
A classe de Killip é uma das variáveis do escore GRACE, hoje o instrumento preferido para estratificar risco na síndrome coronariana aguda por incorporar também idade, frequência, pressão, creatinina, desvio de ST, parada na admissão e marcadores. Isolada, a classificação descreve congestão, não isquemia: um infarto extenso pode cursar com Killip I nas primeiras horas. Cuidado ainda com o que imita congestão nesse cenário — pneumonia, doença pulmonar prévia e hipervolemia por reposição excessiva produzem estertores sem falência ventricular.
Perguntas frequentes
- Como calcular o Classificação de Killip (IAM)?
- Informe classe clínica. A Rosa calcula o resultado e mostra a interpretação correspondente, sem cadastro e sem custo.
- Para que serve o Classificação de Killip (IAM)?
- Gravidade da insuficiência cardíaca no infarto agudo do miocárdio. É utilizado em Cardiologia.
- Quando usar o Classificação de Killip (IAM)?
- A classificação de Killip gradua a repercussão hemodinâmica do infarto agudo do miocárdio usando apenas exame físico. Foi descrita em 1967 e continua útil justamente por isso: é aplicável no primeiro contato, sem nenhum exame complementar.
- Quais são as referências do Classificação de Killip (IAM)?
- O cálculo segue: Killip T, Kimball JT. Am J Cardiol 1967 — PMID 6055851. Os links para as fontes estão na própria página.
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