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Tromboembolismo pulmonar agudo: estratificação por sPESI, troponina e disfunção de VD, e tratamento de cada grupo com doses de anticoagulante e trombolítico

Classes de risco do TEP pela ESC (sPESI, troponina e VD), anticoagulação com doses de HBPM, HNF e ACOD, e trombólise com alteplase no alto risco.

Resposta aberta, sem cadastro. Gerada pela Rosa e revisada contra as diretrizes por médico da equipe da Rosa em 15 de setembro de 2026.

Rivaroxabana15mg12/12h por 21 dias2
Alteplase100mgEV em 2 horas1
Enoxaparina1mg/kg12/12h SC
Resumo da conduta. A resposta completa segue abaixo.
Cobertura de fontes: ampla9 referências consultadas
Níveis de evidência

Da mais forte para a mais fraca: Diretriz brasileira → Diretriz → Ensaio ou meta-análise → Observacional → Relato ou opinião. Cada referência traz o seu; o bloco sem fonte citada diz o nível no fim.

A estratificação do tromboembolismo pulmonar (TEP) agudo baseia-se no escore sPESI, na dosagem de troponina e na avaliação da disfunção do ventrículo direito (VD). O tratamento varia conforme o risco: anticoagulação plena para baixo e intermediário risco, e trombólise para pacientes com alto risco hemodinâmico (choque ou hipotensão). A dose e o tipo de anticoagulante dependem do perfil do paciente e da fase da doença,.

Conduta

  1. Estratificação do risco pelo sPESI:

- sPESI = 0: baixo risco. - sPESI ≥ 1: risco intermediário ou alto,.

  1. Avaliação adicional para risco intermediário:

- Dosagem de troponina cardíaca (I ou T) para detectar lesão miocárdica. - Avaliação da disfunção do VD por ecocardiograma ou tomografia (dilatação, hipocinesia),,.

  1. Classificação final do risco:

- Baixo risco: sPESI 0, troponina negativa, sem disfunção de VD. - Intermediário-baixo risco: sPESI ≥ 1, troponina negativa e/ou sem disfunção de VD. - Intermediário-alto risco: sPESI ≥ 1, troponina positiva e disfunção de VD. - Alto risco: instabilidade hemodinâmica (choque ou hipotensão).

  1. Tratamento:

- Baixo risco: - Anticoagulação plena, preferencialmente com anticoagulantes orais diretos (DOACs: rivaroxabana, apixabana, edoxabana, dabigatrana) ou heparina de baixo peso molecular (HBPM). - Possibilidade de tratamento ambulatorial se critérios clínicos permitirem. - Dose exemplo: rivaroxabana 15 mg 12/12h por 21 dias, depois 20 mg/dia; apixabana 10 mg 12/12h por 7 dias, depois 5 mg 12/12h.

- Intermediário-baixo risco: - Anticoagulação plena conforme acima. - Monitorização clínica rigorosa para sinais de piora,.

- Intermediário-alto risco: - Anticoagulação plena. - Considerar trombólise sistêmica em casos selecionados com deterioração clínica ou risco de descompensação hemodinâmica, pois a trombólise reduz morte ou colapso, mas aumenta risco de sangramento grave e AVC hemorrágico. - Dose trombolítica usual: alteplase 100 mg EV em 2 horas ou tenecteplase dose única ajustada por peso (ex.: 0,5 mg/kg até 50 mg). - Em pacientes com contraindicação à trombólise sistêmica, considerar trombólise dirigida por cateter ou outras terapias intervencionistas.

- Alto risco (choque/hipotensão): - Trombólise sistêmica imediata. - Suporte hemodinâmico e ventilatório. - Anticoagulação plena após estabilização. - Em falha ou contraindicação à trombólise, considerar embolectomia cirúrgica ou trombectomia mecânica.

  1. Anticoagulação:

- Iniciar HBPM ou heparina não fracionada (HNF) em pacientes instáveis. - Transição para anticoagulantes orais diretos ou varfarina conforme estabilidade e risco. - Dose HBPM: enoxaparina 1 mg/kg 12/12h SC. - Dose HNF: infusão contínua ajustada pelo TTPa.

Populações especiais

  • Insuficiência renal: ajustar dose de anticoagulantes, preferir HBPM com monitorização ou HNF.
  • Gestantes: HBPM preferencial, evitar DOACs e varfarina.
  • Idosos: avaliar risco hemorrágico, ajustar dose e monitorar função renal.

Armadilhas

  • Troponina elevada em TEP indica lesão miocárdica por sobrecarga do VD, não infarto agudo do miocárdio.
  • Disfunção do VD é preditora de pior prognóstico e deve ser avaliada com ecocardiografia ou TC.
  • O sPESI é ferramenta validada para estratificação rápida, mas deve ser complementado por biomarcadores e imagem.
  • Trombólise em pacientes intermediário-alto risco deve ser individualizada devido ao risco aumentado de sangramento grave.
  • Não há recomendação para trombólise em pacientes com baixo ou intermediário-baixo risco.
  • Em pacientes em uso de anticoagulantes orais diretos, a trombólise pode ser considerada com cautela e avaliação individualizada, pois há pouca evidência.

A decisão final é do médico assistente, considerando o contexto do paciente.

Observações da checagem cruzada

  • A afirmacao de que sPESI = 0 define baixo risco e sPESI >= 1 define risco intermediario ou alto nao esta totalmente alinhada com a diretriz ESC 2019 [1], que classifica baixo risco como sPESI = 0 sem outros marcadores de risco, e intermediario/alto requer avaliacao adicional de disfuncao de VD e troponina.
  • A dose de tenecteplase citada (0,5 mg/kg ate 50 mg) nao e a dose padrao recomendada pela diretriz ESC 2019 [1] para trombolise no TEP; a dose usual e 30-50 mg em bolus unico, dependendo do peso, mas o texto nao especifica a fonte para essa dose.
  • A afirmacao de que a trombose venosa profunda (TVP) concomitante e usada na estratificacao de risco nao e mencionada no rascunho, mas a fonte a inclui como parte do calculador multimarcador; isso nao e um erro, mas uma omissao que pode ser relevante.
  • A citacao [9] sobre trombólise em pacientes em uso de anticoagulantes orais diretos e baseada em um relato de caso, nao em diretrizes, e o texto sugere cautela, mas a fonte nao sustenta uma recomendacao generalizada.
Como esta resposta foi construída
  1. Recuperação: 8 artigos do PubMed + 2 diretriz(es) nomeada(s) (busca: "pulmonary embolism sPESI" | "pulmonary embolism troponin" | "pulmonary embolism right ventricular dysfunction")
  2. Redação pelo agente primário com base nas fontes recuperadas
  3. Checagem cruzada por um agente revisor

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