Escore de Caprini (risco de TEV cirúrgico)
Risco de tromboembolismo venoso no paciente cirúrgico, para decidir a profilaxia.
Quando usar e como interpretar
Serve para estimar o risco de tromboembolismo venoso (TEV) no paciente cirúrgico e orientar a profilaxia. Foi desenvolvido e validado principalmente em cirurgia geral, abdominopélvica e plástica. Aplique na admissão ou no pré-operatório e recalcule quando o quadro mudar, por exemplo diante de sepse, imobilização prolongada ou nova cirurgia.
As faixas usadas aqui são as da diretriz do ACCP de 2012, com a taxa estimada de TEV sem profilaxia: 0 ponto, risco muito baixo (menos de 0,5%), em que basta deambular cedo; 1 a 2 pontos, risco baixo (cerca de 1,5%), com profilaxia mecânica; 3 a 4 pontos, risco moderado (cerca de 3%), com profilaxia farmacológica ou mecânica; 5 ou mais, risco alto (cerca de 6%), com profilaxia farmacológica associada à mecânica. A decisão sempre pesa também o risco de sangramento. Quando ele é alto, a profilaxia mecânica substitui a farmacológica até o sangramento deixar de ser um problema.
Vários itens dependem de história referida (TEV familiar, abortos, trombofilia não testada), e a pontuação varia entre avaliadores. Em pontuações muito altas, a partir de 7 ou 8, estudos posteriores mostram risco bem acima dos 6% e embasam a profilaxia estendida após a alta em cirurgia oncológica abdominopélvica. Na artroplastia e na fratura de quadril, a profilaxia é indicada por protocolo próprio, independentemente do escore. Pacientes clínicos não cirúrgicos têm escores dedicados, como o de Pádua.
Perguntas frequentes
- Como calcular o Escore de Caprini (risco de TEV cirúrgico)?
- Informe idade, cirurgia, 1 ponto cada — imc > 25, edema de membros inferiores, varizes, gestação ou puerpério, aborto espontâneo recorrente ou inexplicado, anticoncepcional ou reposição hormonal, sepse < 1 mês, doença pulmonar grave (incl. pneumonia < 1 mês), espirometria alterada, iam, ic < 1 mês, doença inflamatória intestinal, paciente clínico acamado, 2 pontos cada — câncer, restrito ao leito > 72 h, imobilização gessada, acesso venoso central, 3 pontos cada — tev prévio, história familiar de tev, fator v de leiden, protrombina 20210a, anticoagulante lúpico, anticardiolipina, homocisteína elevada, tih, outra trombofilia, 5 pontos cada — avc < 1 mês, fratura de quadril, pelve ou perna, lesão medular aguda < 1 mês. A Rosa calcula o resultado e mostra a interpretação correspondente, sem cadastro e sem custo.
- Para que serve o Escore de Caprini (risco de TEV cirúrgico)?
- Risco de tromboembolismo venoso no paciente cirúrgico, para decidir a profilaxia. É utilizado em Hematologia.
- Quando usar o Escore de Caprini (risco de TEV cirúrgico)?
- Serve para estimar o risco de tromboembolismo venoso (TEV) no paciente cirúrgico e orientar a profilaxia. Foi desenvolvido e validado principalmente em cirurgia geral, abdominopélvica e plástica. Aplique na admissão ou no pré-operatório e recalcule quando o quadro mudar, por exemplo diante de sepse, imobilização prolongada ou nova cirurgia.
- Quais são as referências do Escore de Caprini (risco de TEV cirúrgico)?
- O cálculo segue: Caprini JA. Dis Mon 2005 — PMID 15900257; Gould MK et al. Chest 2012 (ACCP) — PMID 22315263. Os links para as fontes estão na própria página.
Referências
Outras calculadoras de Hematologia
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