Paralisia de Bell por medicamento

Que fármacos causam paralisia de Bell? Com a evidência mais forte: atezolizumabe, lidocaina, 5-aminolevulinato de metila, ácido delta-aminolevulínico, polietilenoglicol e ribavirina, entre 9 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

9 substâncias (3 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
AtezolizumabeCPossível1
LidocainaCPossível1
5-aminolevulinato de metilasem registro no BrasilCPossível1
Ácido delta-aminolevulínicosem registro no BrasilCPossível1
Polietilenoglicolsem registro no BrasilCPossível1
RibavirinaCPossível1
Alfapeginterferona 2bsem registro no BrasilCPossível1
Benzilpenicilinasem registro no BrasilCPossível1
Vimblastinasem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como paralisia de Bell causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.