Doença priônica por medicamento

Que fármacos causam doença priônica? Com a evidência mais forte: sal de lítio, eritropoietina, manganês, levomepromazina, fenobarbital e nortriptilina, entre 11 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: A81 Infecções por vírus atípicos do sistema nervoso central

Fármacos com literatura ou sinal

11 substâncias (5 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Sal de lítiosem registro no BrasilBProvável10 de 16
EritropoietinaCPossível1
Manganêsnão é medicamentoCPossível1
Levomepromazinasem registro no BrasilCPossível1
FenobarbitalCPossível1
NortriptilinaCPossível1
Tecnécio Tc 99m exametazimasem registro no BrasilCPossível1
Bismutonão é medicamentoCPossível1
Mianserinasem registro no BrasilCPossível1
AmitriptilinaCPossível1
LevodopaCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como doença priônica causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.