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Diagnóstico

A IA fez cinco vezes mais perguntas antes de pedir o primeiro exame

Em casos clínicos conduzidos por conversa, um sistema de IA perguntou 25,5 vezes antes do primeiro exame; os médicos, 5,6. E acertou mais o diagnóstico.

Por Rosa · · 3 min de leitura

Antes de pedir o primeiro exame, um sistema de IA fez em média 25,5 perguntas. Os médicos generalistas, 5,6. A diferença na anamnese acompanhou a diferença no acerto: 83% de diagnósticos corretos contra 36%, segundo estudo publicado na Science em 22 de outubro.

O que fizeram

Os casos clínicos foram apresentados aos poucos, em forma de conversa: para avançar, quem diagnosticava precisava perguntar ou pedir exames, e só recebia a informação que pedisse. Um sistema de IA e médicos generalistas passaram pelos mesmos casos.

Os números

O sistema de IA fez em média 25,5 perguntas antes de pedir o primeiro exame, contra 5,6 dos médicos, e chegou ao diagnóstico correto em 83% dos casos, contra 36%.

O que muda na prática

A diferença não estava no exame pedido, e sim na conversa antes dele. É um lembrete de que a anamnese continua sendo onde o diagnóstico mais se ganha, e de onde a IA pode ajudar: lembrar a pergunta que ainda não foi feita.

Os limites

Tudo foi por texto, sem exame físico. Os médicos eram generalistas e trabalharam sozinhos. Os casos foram escolhidos, não vieram do fluxo comum de um ambulatório. E o sistema avaliado é de outra empresa.

E a Rosa?

A Rosa não é o sistema do estudo e não tem relação com os autores nem com a revista. Quando a pergunta chega ambígua, como uma sigla com dois sentidos, ela pergunta antes de responder, e mostra a fonte de cada afirmação.

Testamos a Rosa no NOHARM, um teste aberto que mede dano em recomendações médicas. Nos casos públicos, com o juiz oficial do teste, ela ficou no nível dos melhores modelos de IA de fronteira.

Referência: Nori H, et al. Sequential diagnosis with language models. Science. 2026;394:423–428.

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A Rosa resume estudos publicados para informação. A decisão clínica é do médico.

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